Conheça a história da Autolatina

Empresa foi resultado de parceria entre Ford e Volkswagen.
Modelos ‘gêmeos’ como Apollo e Verona surgiram da operação.

Ford Royale

Apollo, Verona, Santana, Escort,  Logus, Royale, Versailles, Quantum. Carros inesquecíveis feitos por uma empresa que nem todo mundo lembra: a Autolatina. Em 1987, a indústria automobilística também passava por uma fase difícil e os principais mercados da América do Sul, Brasil e Argentina, registravam forte queda nas vendas. Embora conseguissem manter a lucratividade, Volkswagen e Ford decidiram se unir para reduzir custos de produção e compartilhar tecnologia.

O resultado foi a criação da Autolatina em 1º de julho daquele ano e o desenvolvimento de uma série de produtos “gêmeos”, que tentavam disputar em segmentos diferentes o mesmo mercado, a partir de 1990. No controle da empresa estava a Volkswagen, com 51% das ações. A vantagem da Ford seria o aumento de participação no mercado brasileiro, o qual a Volkswagen tinha conquistado a liderança ao longo dos anos.

De acordo com o professor de finanças corporativas da Brazilian Business School (BBS), Plínio Chap Chap, a ideia era desenvolver produtos complementares, já que o foco de negócios da Fiat no país era diferente do foco da Volkswagen. “Foi uma joint-venture mais mercadológica”, observa o professor.

Entretanto, a operação sul-americana enfrentou diversos problemas ao longo dos anos. As matrizes concorriam no âmbito mundial, o que dificultava o compartilhamento de tecnologias, além disso, as políticas econômicas do Brasil prejudicavam os investimentos em longo prazo. Porém, o que realmente levou a operação ao fracasso, em 1994, foi a falta de desenvolvimento da rede de concessionários e do reforço de uma marca única.

O consultor de mercado e sócio da Creating Value Consultoria, Corrado Capellano, explica que, na época, pouca importância foi dada ao desenvolvimento de uma cultura que focasse produtos e rede de vendas, enfim, que trabalhasse diretamente com os clientes. “Isso acabou matando a empresa”, avalia Capellano.

O fim da Autolatina, em 1994, foi marcado pela abertura econômica brasileira, que possibilitou a invasão de produtos importados. As vendas do mercado interno foram retomadas e Volkswagen e Ford seguiram com operações distintas, pois passaram a competir em todos os segmentos. E para isso, as duas montadoras tiveram de correr para desenvolver novos produtos.

Confira os carros ‘gêmeos’ desenvolvidos pela Autolatina

Volkswagen Apollo e Ford Verona

Volkswagen Apollo e Ford Verona
O Volkswagen Apollo foi lançado em 1990 e compartilhava a estrutura do Ford Verona. O motor era o AP 1.8, desenvolvido pela montadora alemã. O modelo era mais caro que o irmão Verona, pois tinha como foco o segmento de luxo. Com mercado restrito, o carro saiu de linha em 1992. O sedã Ford Verona foi desenvolvido pela montadora americana a partir do Escort MK IV. O lançamento também foi 1990, mas o carro só parou de ser fabricado em 1996. O modelo tinha duas opções de motor, o CHT de 1.6 e o AP de 1.8.

Volkswagen Santana e Ford Versailles

Volkswagen Santana e Ford Versailles
O Ford Versailles foi lançado 1991 e substituiu o Del Rey. A plataforma era a mesma do Volkswagen Santana, que foi reestilizado em 1991, em função dos projetos da Autolatina. Mas a história do Santana é muito mais antiga. O carro chegou ao mercado nacional em 1984, era a segunda geração do Passat, vendido na Europa.

Volkswagen Quantum e Ford Royale

Volkswagen Quantum e Ford Royale
Lançada em 1985, a perua Santana Quantum, da Volkswagen, foi marcada pela avançada tecnologia, o acabamento luxuoso e por ter quatro portas. Em 1992, a Ford lançou o Royale com a mesma base do Quantum, mas apenas na versão duas portas.

Volkswagen Logus e Ford Escort

Volkswagen Logus e Ford Escort
O Volkswagen Logus foi fabricado entre 1993 e 1997, com base na geração MK IV do Ford Escort. Os modelos compartilhavam a base mecânica e a suspensão, mas o acabamento era diferenciado. A primeira geração do Ford Escort chegou em 1983 e saiu de linha somente em 2003. Ao longo dos anos, o modelo trouxe importantes inovações ao mercado nacional, como a versão XR3, de visual esportivo, e a versão conversível, em 1985, que retomou a produção de conversíveis em fábricas nacionais.

Volkswagen Pointer
A Autolatina desenvolveu ainda o projeto do Volkswagen Pointer, também originário do Escort. No entanto, quando o modelo foi lançado em 1994, logo após o fim da Autolatina, e o carro saiu como sendo da Volkswagen. A produção do Pointer foi encerrada em 1996.

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