Santana: luxo na marca do povo

A Volkswagen, marca que vendia 7 em cada 10 carros no Brasil até a década de 70, sempre foi caracterizada pelos modelos populares. O nome traduzido para o português, “carro do povo”, comprova a tese. No Brasil, este estigma ficou até a chegada de modelos mais caros como TL 1600, Passat e o personagem da história de hoje, o Santana. Modelo que realmente inaugurou o segmento de luxo da marca alemã no Brasil, o Santana teve uma carreira brilhante. Suas origens, alemãs, é claro, remete-nos a década de 70.

A partir de 62, quando a Volkswagen comprou a Audi, muitos dos modelos de ambas as marcas passaram a compartilhar peças, entre outros itens. Por exemplo, a plataforma B1, inicialmente usada no Audi 80, de 1972, foi adotada no primeiro e marcante Passat, lançado um ano depois, tanto na Europa quanto aqui. Essa plataforma serviria de base para a B2, também inaugurada no Audi 80 e que seria usada no Passat de 2 ª geração, fruto do Projeto Korsar, que daria origem a uma famí­lia de modelos, famí­lia essa que teria como membro o Santana, a versão três volumes do Passat alemão.

Nascido para concorrer com modelos de respeito, como Opel Ascona (o nosso Monza), BMW Série 3 e o próprio Audi 80, o Santana alemão nasceu em novembro de 1981, isto é, foi o último modelo da famí­lia a ser lançado, uma vez que o hatchback de 3 ou 5 portas chegou ao mercado um ano antes, e a perua, chamada de Passat Variant, em fevereiro de 1981. Seu nome, Santana, assim como outros modelos daVolks, foi criado a partir do batismo de alguns ventos. Scirroco, Passat e Bora são exemplos dessa tendência.

Mecanicamente, o Santana, assim como sua famí­lia, era quase igual ao Passat de primeira geração, isto é, também vinha com motor disposto longitudinalmente, tração dianteira, suspensão “McPherson” dianteira e com eixo de tração atrás, assim como alguns motores. Estes eram bem sortidos: iam de um anêmico e econí´mico 1.6 litro, diesel, de 54 cavalos, até um vigoroso 2.2 litro, de 5 cilindros e 135 cavalos, movido a gasolina.

Suas formas, inicialmente, quadradas, eram tendência na década de 80. Até a primeira coluna, era igual ao hatchback: capí´ baixo e longo, faróis retangulares e pára-brisa amplo e inclinado, fato que fazia motoristas de Santana sem ar condicionado suarem em dias ensolarados, pois a luz solar incidia com toda força no vidro, passando o calor com mais facilidade. A traseira, alta e agressiva, vinha com lanternas longas, retangulares e de perfil baixo, fato que obrigava a colocação dos logotipos logo abaixo dela. A aerodin mica era mediana, com coeficiente de 0,40. No geral, era um carro elegante e imponente.

Em 1985, veio a primeira reestilização, com a adoção de pára-choques envolventes e salientes, mudança essa que seria adotada no modelo 87 aqui no Brasil. Ao mesmo tempo, o nome Santana era trocado para Passat Sedan, visando um melhor desempenho nas vendas. Já em 1988 chega a terceira geração do Passat, já sem a versão hatchback. Baseada na plataforma do Golf II e que também seria usada no espetacular cupê Corrado, essa geração serviu de inspiração para a VW brasileira ao reestilizar o Santana em 1991. Depois disso, em 1993, uma reestilização completa. Em 1996, uma volta í s origens: o Passat passava a compartilhar plataforma com Audis, no caso, o A6. Em 2000, houve nova reestilização. A geração vendida atualmente nasceu em 2005, e é idêntica tanto na Europa quanto aqui.

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