Golf GTI MK2 com rodas BBS e veneno: o sonho de um gearhead

No meio dos apaixonados por carros como, nós alguns modelos são verdadeiras lendas urbanas. Dodge Charger R/T 68, Mustang Shelby, BMW M3 E30, Skyline R32… O Golf GTI é um deles, especialmente levando em consideração que raríssimos exemplares chegaram por aqui.

O GTI entrou para a história em 1976. A primeira versão recebeu o apelido de “hot hatch” devido ao desempenho esportivo do motor de 1,6 litro e 110 cavalos, trinta e cinco a mais que o 1.6 original. Isso, aliado ao peso inferior a 800 kg, fez dele um brinquedo divertido, que conseguia deixar concorrentes mais potentes pra trás, especialmente em trechos sinuosos.

A segunda geração chegou oito anos mais tarde e ficou nitidamente mais agressiva. A mudança mais aparente ocorreu na dianteira, com a adoção dos quatro faróis de aspecto intimidador. O motor ganhou alguns cavalos e considerável torque a mais, com o aumento de cilindrada para 1,8 litro.

No Brasil não tivemos nenhum deles. A importação oficial no país fechou em 1975, e uma parte divertida do mundo automotivo ficou de fora de nossas fronteiras. Além do Golf, podemos citar a primeira geração do BMW M3, o Scirocco, o belíssimo Porsche 930 Turbo e muitos outros alemães.

O exemplar da nossa matéria é um dos – prováveis – cinco que rodam por aqui. Eles chegaram de formas variadas, através de consulados e embaixadas naquela época. Muita gente, segundo o dono, pergunta se é um Gol ou até mesmo – pasmem – uma Brasília. Sem comentários.

A primeira coisa que chama a atenção – e chamou a minha naquela tarde – foi o jogo de rodas de 17 polegadas da BBS. Coisa linda de se ver, especialmente de perto. Com miolo preto – ele pensou em pintar de azul – e borda cromada, fazem parte de um grupo restrito de rodas que combinam com qualquer carro já fabricado. Pense em um modelo e elas ficam perfeitas.

Do lado de dentro os bancos são esportivos, o volante e os tapetes da Sparco e o teto-solar faz parte do projeto original da carroceria. Patrick, o dono, me contou que um par de bancos-concha, também da Sparco, chegam em breve para complementar o visual, talvez acrescidos de um rollcage.

O motor de 1,8 litro recebeu reprogramação completa da injeção eletrônica, chip e filtro de ar esportivo. A potência gira em torno dos 160 cavalos. Mas como todo insatisfeito, o rapaz está encomendando um kit turbo para deixar o brinquedo mais rápido. Penso que possivelmente um belo corpo de borboletas independentes já desse um tom mais legal ao projeto, além do aspecto visual.


Na hora de guiar ele lembra mesmo o Gol GT: pequeno, ágil e com respostas rápidas a qualquer toque no acelerador. O “nosso” GT, com algumas mudanças, também ficaria incrível nesse estilo. O câmbio da Volkswagen tem trocas precisas e suaves e o “carrinho” está sempre à mão. O ronco do motor é um caso à parte. Uma aceleradinha a cada troca de marcha ou no punta taco dá a nota certa para o espírito do carro.

O pequeno Golf tem carisma de sobra e continua chamando a atenção. Na Europa é bastante cultuado e tem uma história bem rica, com várias versões ao longo dos anos. Por aqui, infelizmente, a Volkswagen estacionou no tempo e continua vendendo a geração MK4 há mais de uma década. O modelo – definitivamente – não merece esse descaso.

Fonte: Jalopnik

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